quinta-feira, 7 de abril de 2011
Lançada em Porto Alegre campanha nacional contra preconceito e discriminação.
Promover o debate, conscientizar e dar oportunidades àqueles que não tem voz na sociedade. Estes são os objetivos da Campanha Nacional Preconceito, Discriminação Zero – O alvorecer de uma nova consciência, promovida pelo Senado Federal e lançada em Porto Alegre pela Comissão de Defesa do Consumidor, Direitos Humanos e Segurança Urbana (Cedecondh) da Câmara Municipal, na manhã desta sexta-feira (20).
O senador Paulo Paim (PT/RS) destacou que, lançando a campanha em Porto Alegre, o Senado pretende estender a todo o Rio Grande do Sul e, em seguida, a nível nacional. Já estão previstos os lançamentos em São Paulo, Minhas Gerais e Bahia. “Índios, negros, pobres, brancos, velhos, crianças, mulheres: queremos que todos participem efetivamente deste debate”, observou Paim, defendendo também a liberdade de opção sexual e religiosa. O senador lembrou que os dados que chegam ao Congresso Nacional de discriminação são alarmantes.
A deputada federal Maria do Rosário (PT/RS) destacou a diversidade do ato de lançamento. “Certamente temos muito para lutar. Campanhas como essa tem um sentido educativo, mas devem ter uma visão política também. Nossa missão é não permitir a naturalização do preconceito”, disse. Segundo ela, apesar do Brasil ser um país multiracial, multicultural e de multireligioside, o desenvolvimento se deu a partir de explorações. A parlamentar acrescentou que a sociedade vive novos preconceitos, como o do acesso às novas tecnologias. Rosário propôs um pacto contra a violência e a discriminação. “Precisamos pensar em cada ser humano como parte da família humana e nos colocarmos no lugar de quem sofre violência e discriminações”, conluiu.
Adilson Corlassoli, presidente do Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência, ressaltou a importância da iniciativa. “Ser humano é ser diferente. Precisamos valorizar essas diferenças e respeitar cada uma delas”, disse. A travesti Marcelly Malta, presidente do Conselho Municipal de Direitos Humanos, a Mãe Mariazinha, do Centro de Umbanda e Cultura Africana, e o índio Jair da Silva, vice-cacique da comunidade caingangue na Lomba do Pinheiro também falaram em nome de seus grupos.
Manifestação
Integrantes da Congregação em Defesa das Religiões Afro-brasileiras do RS (Cedrab-RS) e do Fórum Tradicional da Comunidade de Matriz Africana do RS se manifestaram contra lei aprovada na Câmara Municipal considera ato lesivo à limpeza urbana o depósito de animais mortos nas ruas da Capital. Os religiosos dançaram e cantaram pedindo respeito às religiões africanas. Segundo Vera Soares, a Mãe Vera de Iansã, ainda hoje será entregue um pedido para que o Tribunal de Justiça do Estado (TCE) analise a constitucionalidade da lei.
“Mais uma vez não fomos vistos. Fazem leis que nos agridem, quando temos mais de 20 mil terreiros em Porto Alegre. Queremos respeito para aquilo que nossos ancestrais nos deixaram”, protestou Vera. O senador Paim convidou um representante do grupo para participar de audiência sobre o preconceito contra religiões de matriz africana, que acontecerá na Câmara Federal, no dia 10 de julho.
Para o presidente da Cedecondh, vereador Guilherme Barbosa (PT), o mote da Campanha é a busca por justiça. “Todos os depoimentos mostram a necessidade de uma ação como essa. Já temos democracia política no país, queremos também a democracia social”, observou, confirmando que a Cedecondh se agregará ao Senado para fortalecer a Campanha.
Além de Paim e Maria do Rosário, participaram do encontro os vereadores Aldacir Oliboni (PT), Sofia Cavedon (PT), Margarete Moraes (PT), Carlos Todeschini (PT), Carlos Comassetto (PT), e o deputado federal Adão Pretto (PT/RS).
Fonte: Assessoria de imprensa com informações da CMPA
Veja aqui o cartaz:. Campanha Nacional Preconceito, Descriminação Zero é Coisa Nossa.
Programa Cantando as Diferenças
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