domingo, 10 de abril de 2011

A pessoa cega no processo histórico: um breve percurso

Revista Benjamin Constant

01/08/2005

Artigo de João Roberto Franco e Tárcia Regina da Silveira Dias

Comentário SACI : Artigo publicado na edição de abril de 2005.

João Roberto Franco e Tárcia Regina da Silveira Dias*

Resumo

Ao longo da história da humanidade, as pessoas cegas foram concebidas e

pensadas de várias formas, algumas até contraditórias. O objetivo deste

estudo foi o de procurar estabelecer um percurso histórico da pessoa

cega, contextualizando-o na sua relação com a sociedade.

A história da pessoa com deficiência varia de cultura para cultura e

reflete crenças, valores e ideologias que, materializadas em práticas

sociais, estabelecem modos diferenciados de relacionamentos entre esta e

outras pessoas, com ou sem deficiências. A deficiência apresenta-se como

um fenômeno construído socialmente e, assim sendo, ser ou estar

"deficiente" é quase sempre relativo a outras pessoas que são

consideradas sem "deficiências" (Amiralian, 1986; Higino, 1986; Amaral,

1994; Bruns, 1997; Dall'Acqua, 1997).

A ocorrência da cegueira e seus diferentes significados inserem-se na

própria história da humanidade. As mudanças de atitudes da sociedade

para com a pessoa cega ocorrem, da mesma forma, em função da organização

social à qual estão submetidas. A pessoa cega tem sido, na maioria das

vezes, excluída da sociedade e, de um modo geral, os estigmas(1) se

fazem presentes nos grupos minoritários (Goffman, 1982; Amiralian, 1986;

Amaral, 1994; Anache, 1994; Brasil, 1994b).

Em grande parte das sociedades primitivas não havia cegos, pois os

enfermos e as pessoas com deficiência eram mortos ou abandonados. O

infanticídio das crianças que nasciam cegas e o abandono dos que haviam

perdido a visão na idade adulta eram os procedimentos mais freqüentes

(Lowenfeld, 1974; Mecloy, 1974; Vash 1988; Amaral, 1994).

A eliminação dos cegos e dos considerados inválidos não se dava somente

pelas difíceis condições de vida da época. Nas sociedades primitivas,

acreditava-se que as pessoas cegas eram possuídas por espíritos malignos

e manter uma relação com essas pessoas significava manter uma relação

com um espírito mau. O cego, então, convertia-se em objeto de temor

religioso. Em outros casos, muito freqüentes entre os primitivos, a

cegueira era considerada um castigo infligido pelos deuses, e a pessoa

cega levava em si mesma o estigma do pecado cometido por ele, por seus

pais, seus avós ou por algum membro da tribo (Mecloy, 1974).

Algumas tribos nômades abandonavam seus doentes, velhos e pessoas com

deficiências em lugares inóspitos, expostos a riscos de um confronto com

animais ferozes e/ou com tribos inimigas. Quanto aos povos hebreus, o

homem de qualquer família, fosse este coxo, cego, corcunda, ou tivesse

um pé ou mão quebrada, era considerado indigno. Acreditavam, assim, que

essa pessoa era detentora, também, de poderes oriundos dos demônios,

cujas impurezas e pecados expressavam-se pelas "marcas", sinais

corporais que cristalizavam a evidência de maus espíritos (Rocha, 1987;

Carmo, 1989; Amaral, 1994; Bruns, 1997).

Na Antigüidade, de um modo geral, existiam dois tipos de tratamentos

atribuídos às pessoas que, por alguma razão, se afastavam dos padrões

desejados, aceitos e ditos normais, tais como velhos, doentes e as

pessoas com deficiências - que, quando não correspondiam às exigências

do meio, eram tratadas ou com tolerância e apoio, ou com menosprezo e

eliminação. Em Atenas, na Grécia Antiga, os recém-nascidos com alguma

deficiência eram colocados em uma vasilha de argila e abandonados. Já em

Esparta, onde o cidadão pertencia ao Estado, os pais tinham o dever de

apresentar seus filhos perante os magistrados em praça pública; as

crianças com deficiências eram consideradas subumanas, o que

legitimava sua eliminação ou abandono, atitudes perfeitamente coerentes

com os ideais atléticos e clássicos que serviam de base à organização

sociocultural dos espartanos. Em Roma, o procedimento mais comum também

era o da eliminação (Lowenfeld, 1974; Mecloy, 1974; Pessoti, 1984;

Amiralian, 1986; Rocha, 1987; Amaral, 1994; Amaral, 1995; Bruns, 1997).

Durante a Idade Média, a cegueira foi utilizada como castigo ou como um

ato de vingança. No século XI, Basílio II, imperador de Constantinopla,

depois de ter vencido os búlgaros em Belasitza, ordenou que fossem

retirados os olhos de seus quinze mil prisioneiros e fê-los regressar

para sua pátria. Porém um, em cada cem homens, teve um olho conservado

para que pudesse servir de guia aos outros noventa e nove (Mecloy,

1974).

Ainda nesse período, a cegueira apresentava-se também como pena

judicial, regulada pela lei ou pelos costumes e era aplicada como

castigo para crimes nos quais havia participação dos olhos, tais como

crimes contra a divindade e faltas graves às leis de matrimônio (Mecloy,

1974; Amaral, 1995).

Em 1260, Luís XIII fundou, em Paris, o asilo de Quinze-Vingts, a

instituição mais importante da Idade Média destinada exclusivamente para

cegos, com o objetivo de atender trezentos soldados franceses que

tiveram seus olhos arrancados pelos sarracenos durante as Cruzadas, mas

que ofereceu atendimento também a outros cegos franceses. No entanto,

segundo Dall'Acqua (1997), ao contrário do que a literatura aponta, o

referido asilo foi criado com o objetivo de retirar os cegos franceses

que viviam como mendigos pelas ruas de Paris, e não para abrigar os

soldados franceses que ficaram cegos durante as Cruzadas (Lowenfeld,

1974; Mecloy, 1974; Veiga, 1983; Rocha, 1987).

Com o fortalecimento do Cristianismo, a situação das pessoas com

deficiências se modificou. A pessoa humana elevou-se à categoria de

valor absoluto e todos os homens, sem exceção, passaram a ser

considerados filhos de Deus. O Evangelho dignifica o cego e deste modo,

a cegueira deixa de ser um estigma de culpa, de indignidade e

transforma-se num meio de ganhar o céu, tanto para a pessoa cega quanto

para o homem que tem piedade dessa pessoa (Mecloy, 1974; Pessoti, 1984;

Amiralian, 1986; Silva, 1986; Rocha, 1987; Amaral, 1995).

A pessoa com deficiência, agora com o status de ser humano, criatura de

Deus, para efeito de sobrevivência e manutenção de saúde, tem

significado teológico paradoxal. Deste modo, atitudes contraditórias

desenvolveram-se em relação a ela: esta pessoa era uma eleita de Deus ou

uma espécie de expiadora de culpas alheias? Era uma aplacadora da cólera

divina a receber, em lugar da aldeia, a vingança celeste, como um

pára-raios? Tinha uma alma, mas não tinha virtudes - como podia ser

salva do inferno? Ela era mesmo uma cristã? (Pessotti, 1984; Amaral,

1995).

Segundo Pessotti (1984), a solução do clero para estas indagações sobre

a pessoa com deficiência consistia em duas atitudes. A primeira

referia-se à atenuação do castigo, transformando-o em confinamento, de

tal modo que segregá-las era exercer a caridade, pois o asilo garantia

um teto e alimentação; no entanto, enquanto o teto protegia o cristão

com deficiência, as paredes escondiam e isolavam o incômodo ou o inútil.

A segunda atitude constituía-se na caridade como castigo, pois era o

meio de salvar a alma do cristão das garras do demônio e livrar a

sociedade das condutas indecorosas ou anti-sociais da pessoa com

deficiência. A Inquisição, porém, sacrificou como hereges ou

endemoninhados milhares de pessoas, entre elas, pessoas com deficiência

(Kamen, 1966; Dall'Acqua, 1997).

O estado de desatenção e menosprezo a que pessoas cegas e todas as

outras pessoas com deficiência foram submetidas começou a se modificar

com o advento do mercantilismo e do capitalismo comercial, no lugar do

feudalismo. O período renascentista representou um marco, um revisar dos

preconceitos, normas, estatutos, crenças e práticas sociais no que diz

respeito ao modo de se relacionar com a pessoa com deficiência que, até

então, era explicada como obra do demônio e/ou do divino (Amiralian,

1986; Bruns, 1997; Dall'Acqua, 1997).

Na passagem de uma visão supersticiosa para uma visão organicista, como

ocorreu, principalmente, a partir do século XVIII, o entendimento a

respeito da deficiência visual tornou-se mais aprofundado (Mazzotta,

1996; Dall'Acqua, 1997). De acordo com Sanchez (1992), surgiram, neste

período, os primeiros conhecimentos anátomo-fisiológicos importantes

para o posterior desenvolvimento de uma compreensão científica sobre o

funcionamento do olho e do cérebro, com suas respectivas estruturas.

Os avanços do conhecimento, especialmente da área médica, propiciaram o

início de atendimentos voltados às pessoas com deficiência, embora, em

séculos anteriores, já tivessem sido colocadas em prática algumas

tentativas de educar crianças com deficiências por meio de estratégias

diferenciadas. Essas atividades foram esparsas, no entanto,

restringindo-se às deficiências sensoriais (Amiralian, 1986; Silva,

1986; Dall'Acqua, 1997).

Os séculos XVIII e XIX marcaram uma mudança e um avanço na história das

pessoas com deficiência visual. Em 1784, Valentin Haüy inaugurou, na

França, o Instituto Real dos Jovens Cegos de Paris, a primeira escola do

mundo destinada à educação de pessoas cegas e em 1829, Louis Braille,

então aluno desse instituto, inventou o Sistema Braille - processo de

leitura e escrita em relevo, tendo como base a signografia inventada por

Charles Barbier, que consistia num código secreto militar denominado

"escrita noturna", composto da disposição de doze pontos em relevo,

cujas combinações formavam os símbolos fonéticos (Lowenfeld, 1974;

Mecloy, 1974; Higino, 1986; Rocha, 1987; Cerqueira & Lemos, 1996; Kirk &

Gallagher, 1996; Mazzotta, 1996; Dall'Acqua, 1997).

Louis Braille inventou seu código com uma combinação de seis pontos,

dispostos em duas filas verticais de três pontos cada uma que,

combinados de acordo com o número e a posição, geraram sessenta e três

símbolos, suficientes para todo o alfabeto, números, símbolos

matemáticos, químicos, físicos e notas musicais. Tal invenção abriu um

novo horizonte para os cegos: a utilização de um mecanismo concreto de

instrução e de integração social. A partir da invenção do referido

sistema, em 1825, seu autor desenvolveu estudos que resultaram, em 1837,

na proposta que definiu sua estrutura básica, ainda hoje utilizada

mundialmente (Mecloy, 1974; Rocha, 1987; Anache, 1994; Sombra, 1994;

Ferreira & Lemos, 1995; Cerqueira & Lemos, 1996; Kirk & Gallagher, 1996;

Mazzotta, 1996).

No final do século XVIII e início do século XIX foram fundadas escolas

para pessoas cegas em outros países da Europa, como Alemanha e

Grã-Bretanha, baseadas no modelo do Instituto Real dos Jovens Cegos de

Paris (Silva, 1986).

Em 1829, foi instalado, nas Américas, o primeiro instituto para cegos, o

"New England Asylum for the Blind" - atualmente denominado como

"Perkins Institute for the Blind" - em Massachusetts, nos Estados Unidos

e, em 1832, foi fundado o "New York Institute Education for the Blind"

(Lowenfeld, 1974; Rocha, 1987; Mazzotta, 1996; Dall'Acqua, 1997). Em

1837, foi inaugurada a "Ohio School for the Blind", a primeira escola

para cegos inteiramente subsidiada pelo governo americano. De acordo com

Mazzotta (1996), a fundação desse instituto foi muito importante, pois

despertou a sociedade americana para uma reflexão em relação à obrigação

do Estado para com a educação das pessoas com deficiência.

No final do século XIX, no ano de 1878, foi realizado, em Paris, um

Congresso Internacional com a presença de onze países europeus e os

Estados Unidos, que estabeleceu que o Sistema Braille deveria ser

adotado de forma padronizada como método universal de ensino para

pessoas cegas, exatamente de acordo com a estrutura do sistema

apresentado por Louis Braille em 1837 (Mecloy, 1974; Cerqueira & Lemos,

1996).

No início do século XX, a escola segregada havia se expandido e se

consolidado como modelo de atendimento à pessoa cega, mas foi somente na

segunda metade deste mesmo século, depois da Segunda Guerra Mundial e

com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que se passou a pensar

na possibilidade de atendimento à pessoa cega na escola regular.

Segundo Santos (1995), o movimento de integração na Europa surgiu como

decorrência histórica de três fatores: das duas guerras mundiais, do

fortalecimento do movimento pelos direitos humanos e do avanço

científico - era o início da era da integração(2).

Em virtude dos mutilados de guerra, foi necessário criar programas

sociais para reintegrar essas pessoas à sociedade. Aliado a este

aspecto, as organizações dos direitos humanos passaram a se preocupar em

garantir que essas pessoas, depois de reabilitadas, pudessem, de fato,

reintegrarem-se socialmente (Silva, 1986; Rocha, 1987; Santos, 1995). A

partir dos anos de 1960, a demanda em relação aos deficientes, segundo

Santos (1995, p. 22): "se dará no sentido de integrá-los com base em

seus direitos enquanto seres humanos e indivíduos nascidos em dada

sociedade".

O princípio filosófico/ideológico que norteou a definição e as práticas

de integração foi o da normalização(3), que visa oferecer às pessoas com

necessidades especiais(4) condições de vida diária semelhantes às da

sociedade de um modo geral (Brasil, 1994b).

No final da década de 1960 e durante a década de 1970, estruturaram-se

leis e programas de atendimento educacional que favoreceram a integração

da pessoa cega na escola regular e no mercado de trabalho. A integração

no período citado baseava-se principalmente no modelo médico de

deficiência, que tinha como objetivo a adaptação da pessoa com

deficiência, às exigências ou necessidades da sociedade como um todo

(Sassaki, 1998; Santos, 1995, 2000).

De acordo com Santos (1995, p. 24), "até os anos 80 a integração

desenvolveu-se dentro de um contexto histórico em que pesaram questões

como igualdade e direito de oportunidades". Durante a última década de

oitenta, consolidou-se a integração da pessoa cega. Em 1981, a

Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Ano e a Década da Pessoa

Portadora de Deficiência, abrindo espaço nos meios de comunicação para

uma maior conscientização da sociedade (Silva, 1986; Canziani,1994;

Santos, 1995).

A partir da década de 1990, com a realização da Conferência Mundial de

Educação para Todos (1990) e com a Declaração de Salamanca de

Princípios, Política e Prática para as Necessidades Educativas Especiais

(1994), passou a vigorar a "era da inclusão"(5), em que as exigências

não se referem apenas ao direito da pessoa com deficiência à integração

social, mas sim, ao dever da sociedade, como um todo, de se adaptar às

diferenças individuais (Brasil, 1994a; Sassaki, 1998; Santos, 2000).

De acordo com Sassaki (1998, p. 09), "a sociedade inclusiva começou a

ser construída a partir de algumas experiências de inserção social de

pessoas com deficiência, ainda na década de oitenta".

Ainda segundo o referido autor (1997), "a inclusão social, portanto, é

um processo que contribui para a construção de um novo tipo de sociedade

através de transformações, pequenas e grandes, nos ambientes físicos e

na mentalidade de todas as pessoas, portanto também do próprio portador

de necessidades especiais" (p. 42).

Acredita-se que o processo de integração, que busca normalizar a pessoa

com deficiência e atribuir-lhe a responsabilidade de adequação ao meio

social, não propõe, conforme constata Mantoan (1998), nenhuma mudança na

estrutura social vigente, cabendo ao indivíduo a responsabilidade de se

"adequar" ao sistema. Entretanto, as práticas integracionistas

demonstraram que as pessoas com deficiências não precisam e nem devem

ser excluídas socialmente.

Não obstante, o processo de inclusão vai muito além da inserção dos

alunos na escola, exigindo uma mudança na estrutura social vigente, no

sentido de se organizar uma sociedade que atenda aos interesses de todas

as pessoas, indiscriminadamente.

Sabe-se que o Capitalismo é um sistema de exclusão social e, neste

aspecto, as práticas integracionistas favorecem a manutenção desse

sistema, quando propõem que cabe à pessoa adaptar-se à estrutura social

vigente. Já o processo de inclusão denuncia as desigualdades e o

desrespeito às minorias, reivindicando não só a mudança de estruturas

físicas, mas também de concepções, pensamento e planejamento da

sociedade, procurando uma nova forma de organização social, em que as

diferenças individuais sejam respeitadas e não menosprezadas.

Acredita-se que a inclusão da pessoa com deficiência seja fundamental,

porém, como pensar em uma sociedade inclusiva num sistema capitalista

que é organizado de maneira excludente? Será a inclusão uma utopia, como

afirma Glat (1998), ou uma possibilidade de acontecer? Pensando no homem

como um ser em transformação, sujeito de sua própria história, estas são

questões para as quais não se tem uma resposta. Acredita-se, contudo,

que o processo de inclusão não se restringe às pessoas com deficiência,

mas atinge todas as minorias cerceadas de direito dentro de uma

sociedade capitalista. Portanto, a essas minorias seria benéfica uma

organização social que favorecesse a todos e não somente a alguns

privilegiados.

Notas

(1) Estigma: refere-se a um atributo depreciativo, que designa uma

pessoa com alguma característica de ordem física, psicológica e social

diferente do grupo estabelecido como normal. Esses valores são

determinados historicamente (Goffman, 1982, p. 12-13).

(2) Integração: "é um processo dinâmico de participação das pessoas num

contexto relacional, legitimando sua interação com o meio físico e

social" (Brasil, 1994b, p. 18).

(3) Normalização: "Visa tornar acessíveis às pessoas socialmente

desvalorizadas as condições e os modelos de vida análogos aos que são

disponíveis de um modo geral ao conjunto de pessoas de um dado meio ou

sociedade; implica a adoção de um novo paradigma de entendimento das

relações entre as pessoas, fazendo-se acompanhar de medidas que

objetivam a eliminação de toda e qualquer forma de rotulação"

(Mantoan,1998 p. 31).

(4) Pessoa com necessidades especiais: "É a que apresenta, em caráter

permanente ou temporário, algum tipo de deficiência física, sensorial,

cognitiva, múltipla, condutas típicas ou altas habilidades,

necessitando, por isso, de recursos especializados para desenvolver mais

plenamente o seu potencial e/ou superar ou minimizar suas dificuldades.

No contexto escolar, costumam ser chamadas de pessoas portadoras de

necessidades educativas especiais" (Brasil, 1994b, p.23).

(5) Inclusão: "é o processo pelo qual a sociedade se adapta para poder

incluir, em seus sistemas sociais gerais, pessoas com necessidades

especiais e, simultaneamente, estas se preparam para assumir seu lugar

na sociedade" (Sassaki, 1997, p. 41).

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*João Roberto Franco é Psicólogo e Mestre em Educação Especial pela

Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Atualmente é professor do

curso de Psicologia das Faculdades Adamantinenses Integradas e

Coordenador Pedagógico do curso de pós-graduação em Psicopedagogia

(Especialização Lato-sensu) nas Faculdades Salesianas de Lins e no

Centro Universitário de Votuporanga.

*Tárcia Regina da Silveira Dias é Psicóloga, Mestre pela Universidade

Nacional Autônoma do México/México e Doutora pelo Instituto de

Psicologia da Universidade de São Paulo/São Paulo. Atualmente é

professora/orientadora dos programas de pós-graduação em Educação da

Unesp/Araraquara e do Centro Universitário Moura Lacerda/Ribeirão Preto.






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